Hipertensão: alternativa de tratamento eficaz para pressão alta



A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é considerada um dos principais fatores de risco para a saúde pública. Em setembro de 2013, um estudo publicado na revista NatureCommunications trouxe evidências de uma alternativa para o tratamento dessa doença, especialmente em pacientes que não obtêm resultados esperados com as terapias convencionais com uso de remédios.

O que é a hipertensão arterial?

A hipertensão arterial é caracterizada pela persistência de uma pressão arterial elevada. A pressão arterial é definida pela força que o fluxo sanguíneo exerce nas artérias. Quando se mede a pressão arterial e o resultado apresentado é 12 por 8, considerado ideal, o primeiro número representa a pressão sistólica e o segundo número, a pressão diastólica.

Considera-se alta a pressão arterial quando, em repouso, a pressão sistólica é superior a 140 mmHg e/ou a pressão diastólica é superior a 90 mmHg. Por mmHg, lê-se milímetros de mercúrio – unidade de medida usada para a medição da pressão arterial. A pressão sistólica mede a força da pressão sanguínea na contração do coração para o impulsionamento do sangue, já a pressão diastólica mede a pressão enquanto o coração relaxa, entre as contrações cardíacas, para se abastecer de sangue.

Alternativa de tratamento

Em trabalho da Universidade de Bristol, na Inglaterra, pesquisadores encontraram resultados satisfatórios na interrupção da hipertensão arterial com testes em ratos hipertensos. Para a remoção da conexão entre o corpo carotídeo e o cérebro dos animais, aplicou-se a ablação, processo não invasivo com uso de ondas de radiofrequência.

Não superior ao tamanho de um grão de arroz, o corpo carotídeo é uma pequena estrutura ovóide, com dimensão aproximada de 1,0 x 1,5 mm, localizada no pescoço, mais precisamente na bifurcação da artéria carótida, na camada externa da parede arterial.

Também chamado de glomo carótico ou glomo carotídeo, o corpo carotídeo age para regular a concentração de oxigênio e dióxido de carbono no sangue. Quando o nível de oxigênio no sangue diminui, a conexão nervosa do corpo carotídeo com o cérebro promove um aumento significativo do ritmo respiratório e da pressão sanguínea até se restabelecer a condição normal.

Julian Paton, professor e pesquisador que liderou o trabalho, afirma que o corpo carotídeo, apesar de minúsculo, tem o maior fluxo de sangue de todos os órgãos do organismo humano e
sua influência na pressão arterial, provavelmente, reflete a prioridade de proteger o cérebro com suficiente fluxo sanguíneo.

Ressalvas

O trabalho da pesquisa teve início no final dos anos 1990 e os resultados positivos levaram a um ensaio clínico com humanos no Instituto do Coração de Bristol. Nos testes com humanos, no entanto, as variáveis são diferentes. A hipertensão dos ratos teve origem devida ao sistema nervoso simpático desregulado. Nos humanos, a hipertensão pode ter diversas causas, como o sistema renina-angiotensina e a sensibilidade ao sódio, conforme enfatiza o médico cardiologista Dante Giorgi.

Prevenção

Sabe-se que a Hipertensão Arterial representa elevado risco para doenças cardíacas, renais e AVC (Acidente Vascular Cerebral), portanto, nunca é demais salientar os cuidados essenciais de prevenção: manter-se no peso ideal, evitar fumo e bebidas alcoolicas, praticar regularmente atividade física moderada, com orientação médica, e ter uma alimentação saudável, evitando sal e gordura saturada.

E você, o que acha deste tratamento para hipertensão arterial? Compartilhe com a gente nos comentários!

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