Fungo pode causar sintomas de doença de Parkinson



O mal de Parkinson é uma doença neurológica, crônica e progressiva, de causa desconhecida, que atinge o sistema nervoso central e prejudica os movimentos. Sabe-se que quanto maior a faixa etária, maior a incidência desta enfermidade. De acordo com estatísticas, a maior parte dos casos acontece a partir dos 55 anos, sendo que a sua prevalência aumenta a partir dos 70 anos de idade.
Os sintomas da doença de Parkinson variam de uma pessoa para outra e geralmente se apresenta de forma lenta no início. Os tremores nas extremidades das mãos e a lentidão dos movimentos costumam ser os primeiros sinais da doença.

Descoberta a partir do furacão Katrina

Novas pesquisas indicam que um composto liberado por fungos pode estar associado aos sintomas da doença de Parkinson, de acordo com os resultados de uma pesquisa norte-americana, que testou linhas de células humanas e moscas da fruta.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, e da Universidade de Emory, na Geórgia, nos Estados Unidos, descobriram que o composto 1-octeno-3-ol, emitido por um fungo, pode ter associação com defeitos em dois genes englobados na produção e no transporte da dopamina, que está relacionada aos sintomas da doença de Parkinson.
A descoberta foi fruto de uma experiência com as inundações depois do furacão Katrina, que atingiu os Estados Unidos em 2005. No momento em que as moscas da fruta foram expostas às amostras de fungos, notou-se que o composto desenvolvia distúrbios de movimento, que eram similares aos ocasionados por alguns pesticidas. O composto ainda causou uma diminuição das taxas de dopamina e a degeneração dos neurônios de dopamina nas moscas.
Os cientistas notaram que as pesquisas anteriores indicavam que a incidência da doença de Parkinson aumentavam em zonas rurais, fato associado à exposição aos pesticidas. No entanto, os ambientes rurais também possuem uma enorme prevalência de mofo e exposição a cogumelos. Ou seja, a ligação entre a doença de Parkinson e o fungo, apesar da pesquisa, ainda precisa ser investigada mais a fundo.



E  você, o que achou dessa descoberta? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário