Radioterapia no tratamento de tumor de bexiga pode ser tão eficaz quanto cirurgia



O câncer de bexiga se desenvolve na parte interna do corpo, no centro do baixo abdômen, responsável por reter e liberar urina. A causa exata dessa doença ainda é desconhecida, porém alguns fatores podem aumentar os riscos de desenvolvê-lo.
De acordo com estudo publicado no Journal of the American Medical Association, o tabagismo é responsável por metade dos casos de câncer de bexiga. Os resultados mostraram que pessoas adeptas do cigarro apresentavam uma probabilidade quatro vezes maior de ter câncer de bexiga do que aquelas que nunca haviam fumado.
Um dos fatores que também podem ser prejudiciais são as exposições à produtos químicos no trabalho com corantes, borracha e alumínio, por exemplo. A quimioterapia, que utiliza a droga ciclofosfamida (Cytoxan), também pode aumentar o risco de câncer de bexiga. Outras causas, como a infecção de bexiga mal tratada, podem desenvolver esta complicação.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença – particularmente, com a profundidade de invasão do câncer na parede da bexiga, do grau do câncer, das condições gerais de saúde do paciente e alguns outros fatores. Frequentemente, o tratamento é realizado por uma junta médica, incluindo urologistas e oncologistas, variando de paciente para paciente.


Como funciona o tratamento


Muitas vezes, o tratamento padrão para pacientes com câncer de bexiga invasivo muscular é a cirurgia de remoção parcial ou total da bexiga. No entanto, técnicas avançadas de radioterapia (RT) podem ser uma alternativa eficaz para os pacientes que não querem submeter-se à cistectomia.
A redução de altas doses na radioterapia tem se mostrado eficaz no controle desse tipo de câncer em pacientes com câncer invasivo do músculo da bexiga. Segundo um estudo publicado no Internacional Journal of Radiation Oncology * Biology * Physics, a dosagem em volume menor que o padrão utilizado na radioterapia pode oferecer a diminuição da toxicidade tardia, em comparação com a cirurgia.
Este estudo foi conduzido para determinar se alguns dos inconvenientes da radioterapia da bexiga, como riscos de toxicidade final e recorrência local, poderiam ser reduzidos com uma dose mais baixa de RT nas áreas da bexiga fora da região do tumor.
Para avaliar o controle do câncer e toxicidade da RT, o estudo incluiu 219 pacientes de 28 centros de todo o Reino Unido, que receberam radioterapia padrão (ou reduzida) à terapia de radiação de alto volume. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante todo o tratamento de toxicidade. Seus efeitos colaterais foram medidos em seis, nove e 12 meses de pós-tratamento, e depois anualmente.
Nesta comparação de volume, a terapia de radiação presente no estudo teve como principais parâmetros de interesse a toxicidade tardia e de controle local. A toxicidade tardia foi determinada neste estudo por haver efeitos colaterais relacionados com a terapia de radiação, pelo menos um a dois anos de pós-tratamento.

Conhecendo a radioterapia

A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Em um determinado tempo, uma dose pré-calculada de radiação é aplicada em um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais. Este tratamento tenta evitar ao máximo o dano às células normais circunvizinhas, pois é a partir delas que o corpo fará a regeneração da área irradiada.
A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada. Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.

Você acredita que a radioterapia pode ser uma alternativa eficiente conta o câncer de bexiga? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

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